
João 8, 1-11
É sempre bom poder recomeçar!
Um novo tempo, uma nova vida, um recomeço sustentado por um relacionamento de proximidade com Deus.
Quero saudar aqui todos os colunistas e internautas do site CANTAI.NET e assim dizer que estaremos juntos nessa missão de buscarmos diariamente a presença de Cristo.
O outro meu irmão é uma reflexão aonde venho partilhar da experiência contida no Evangelho de São João onde Jesus, num gesto sublime, inaugura uma nova via de amor. Vamos nos deter no gesto onde Jesus se abaixa e no mistério onde o mesmo, com seu dedo, toca o solo.
O que sempre me chama a atenção em Jesus é essa capacidade que Ele tem de escolher os mais fracos, os mais pecadores. Nessa passagem do Evangelho, na qual traz a narrativa da mulher adúltera, que o gesto se renova e se faz atual em nossos dias. Diante de vários escribas e fariseus, autoridades que se achavam no direito de julgar, o gesto nobre de Jesus, de certa forma, vêm constranger a multidão que o cercava e que se preparava para se findar na antiga Lei. Diante desses, Jesus se rebaixa, e o simples gesto de escrever com o dedo na terra nos faz lembrar de onde saímos e para onde iremos retornar, somos pó, não somos nada, mas somos iguais e semelhantes.
Rever conceitos é necessário na vida de cada cristão que deseja vivenciar a experiência do Cristo no seu cotidiano. Uma verdade clara é que não temos direito a nada quando, diante de situações ordinárias, queremos adentrar no mistério e no consciente das pessoas para depositar nossas opiniões e julgamentos. Vale a pena lembrar que nosso direito é não ter direito algum, e somos chamados, assim como Jesus e a convite da Igreja, a sairmos de nós mesmos e passarmos diariamente pela experiência de uma configuração de modo que o próximo seja alcançado pelo nosso gesto de amor.
Que o Ressuscitado seja o sustento para que nosso sim alcance cada irmão distante da verdade, e que o amor tenha livre acesso para se utilizar de nossa vida e assim possamos levar a plenitude a todos aqueles que cruzarem nossos caminhos. Amar é, de fato, fazer os outros experimentarem do mistério que envolve o gesto realizado por Jesus, na grande maioria das vezes ausente numa sociedade egoísta, curvando-se ao próximo, para que este seja em tudo mais feliz.
Sérgio Dias
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