
Uma matéria do site do jornal Folha de São Paulo publicada na segunda-feira (09-05) trouxe reflexão.
Segundo a reportagem, em 20 anos o norte do estado de Minas Gerais poderia virar um deserto. Afirma a matéria do jornal: “A conclusão é de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao governo mineiro e concluído em março. O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.”
Pelo menos essa região ainda apresenta 20 anos para pensarmos em uma solução. Pena que os corações desse mundo já desmataram de si o amor de Deus e hoje vivem o deserto habitado pelo egoísmo. Cada vez mais a fé é descriminada, vítima de um bulling racionalista. Olhamos apenas para nosso umbigo. Aqueles que acreditam são como tolos atrasados. E o pior, a fé não encontra vaga até mesmo nos corações cristãos. Religião tornou-se um compromisso social ou cultural. Quero apenas o superficial. Na igreja canto hinos e belas canções. Escuto o Cristo que fala nos evangelhos e logo será calado na minha indiferença. Caso alguém pergunte o que penso sobre a união homo afetiva e o aborto, prefiro estar na moda. Qualquer explicação de professor de faculdade, artigo de jornal ou colega de trabalho moderninho passa a ser verdade. A minha verdade também. Não quero ser chamado de conservador.
Não nego Jesus apenas três vezes, mas todas as que forem necessárias. Faz-me lembrar um filme da década de 50, chamado o Chofer. A produção brasileira tinha como estrela Mazzaropi. O artista fazia o papel do pai que se matava, junto com a mãe, para ver seu filho virar doutor, médico mesmo. O rapaz sempre escondia os pais dos colegas e da namorada, afinal, tinha vergonha da simplicidade deles. A cena forte é quando no dia da formatura do moço, os pais, que não receberam convite, chegam à porta do teatro onde tudo aconteceria. Eles ficam na porta, e o filho, para parecer igual aos colegas que tinham grana, manda dizer aos seguranças do local que seus pais não são aqueles. Com Jesus fazemos a mesma coisa. Quando Ele bate a porta da nossa vida, para ficarmos bem com o mundo, preferimos dizer que não sabemos quem Ele é. Temos vergonha de Jesus. Amamos Che, Lady Gaga, Marx e Elton Jonh. Que amem. Mas negamos Jesus diariamente. Calo minha voz na defesa da vida e da família. Quero o título de moderno e não espaço na cruz. Prefiro fingir que não vejo a fé que sofre um martírio branco e jorra o sangue dos inocentes que nunca defendo. Sou mais um na multidão. Cristão apenas na missa ou no culto. Jesus não é amigo, pois amigo de verdade gosto de tê-lo ao meu lado e deixo que todos vejam.
Nosso coração está como um deserto. Vazio e sem esperança, mas Deus rega e tem o poder de fazer correr um rio no lugar que a seca antes dominava. Que tal salvar o norte de Minas de virar um deserto. Porém, precisamos salvar também os corações deste mundo. A começar por mim.
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